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ninja

Este é um jogo para os fortes  

 

 

Ryu Hayabusa é conhecido desde o final da década de 1980 por ser uma máquina de matar. Um ninja habilidoso que simplesmente acaba com tudo que está em sua frente, desferindo golpes que mal conseguimos acompanhar com os olhos. Como uma das marcas principais do NES, “Ninja Gaiden” fez história. Apesar de mostrar os primeiros cutscenes de um game, “Ninja Gaiden” nunca teve uma história tão significativa.

No entanto, a produtora sempre fez questão de manter o quesito de jogabilidade e diversão em alta - e foi justamente isso que fez com que a série se tornasse tão adorada, a ponto de até ser considerada muitas vezes se um remake seria feito ou não. Mas os produtores têm certo receio em reviver séries antigas, pois elas podem tanto ser um sucesso quanto um tiro no pé.

Felizmente, “Ninja Gaiden” não foi uma decepção quando retornou, em uma geração completamente nova de consoles, com uma jogabilidade em 3D e, é claro, a possibilidade de inserir muito sangue nas batalhas e diferentes tipos de golpes e habilidades ao personagem. Tudo o que o velho Ryu Hayabusa do NES precisava.

Em “Ninja Gaiden 3”, Tomonobu Itagak, o cara que foi responsável por todo o remake em 3D do título e que costumava liderar a Team Ninja, já não faz mais parte da produção. Mesmo assim, tudo indica que o game seguirá a linha dos seus títulos anteriores, apesar de apostar em uma jogabilidade mais fácil - que visa agradar principalmente os jogadores mais novos.

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Recursos aprimorados

Alguns recursos foram aprimorados, como o modo de controlar Ryu e os próprios combates. Como na história desse título passa no início de sua “carreira” como ninja, ele não é tão poderoso como estamos acostumados a ver. Mesmo assim, o título promete entregar um sistema de luta que passa um pouco mais de realismo. Isso significa que a parte sonora trabalha muito bem nos combates, quando você crava a espada em um inimigo e ouve sons de pedaços de carne se cortando e ossos se partindo. E tudo também é acompanhado com a vibração do controle. Às vezes, será até necessário pressionar repetidamente os botões para que a espada traspasse o corpo do seu inimigo.

Seguindo a linha de jogos de ação como “God of War”, o título também conta com os chamados Quick Time Events, que consistem em pressionar botões específicos para passar por cenas de ação em cutscenes. Já na parte gráfica, a Team Ninja também deu uma pincelada com um pouco mais de atenção, já que aparentemente este novo título está mais bonito do que os anteriores da nova trilogia.

Ryu Hayabusa conta não só com a sua costumeira Dragon Sword, mas também carrega uma maldição. Representada por uma espécie de mancha vermelha em seu braço, esta maldição significa todo o fardo que o ninja carregou pelas más ações que ele realizou ao longo da vida. Isso, porém, pode ser usado ao seu favor durante as batalhas, já que ao vencer inimigos, seu braço começa a brilhar. Ao segurar o botão de ataque, será possível desferir uma espécie de golpe especial, que atinge até três inimigos de uma só vez. E, como era de esperar, despeja sangue por todos os lados.

O protagonista já lutou com diversos tipos de inimigos, acabou com clãs inteiros, pessoas corruptas e semideuses. Depois de tanta desgraça e vingança em seus olhos, parece que a CIA quer contratar os seus serviços - mas Ryu já percebeu que isso pode ser bem ruim.

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Inimigos Burrinhos

Na E3 2011, havia uma versão de testes que demonstrava algumas missões e movimentos do protagonista. Mas, o que deu para perceber é que o título está muito mais fácil do que os outros games da série (principalmente os primeiros). Os inimigos muitas vezes nem sequer se dão o trabalho de defender golpes e espadadas de Ryu, assim como não oferecem um desafio tão grande.

O mesmo funciona com o novo sistema de stealth que “Ninja Gaiden 3”: em vez de ser um carniceiro completo e sair decepando membros de todo mundo como de costume, o protagonista pode também realizar ataques sorrateiros. No entanto, em algumas dessas cenas, os inimigos ficavam simplesmente parados até mesmo quando Ryu se aproximava pela frente - ou no suposto “campo de visão” dos adversários.

Se “Ninja Gaiden 3” será um game fácil demais e isso será um problema, ainda não sabemos. Mesmo porque a série é conhecida por ser casca-grossa e talvez isso faça com que os antigos fãs não gostem tanto das mudanças. No entanto, o fato de ser fácil/difícil parece ser uma faca de dois gumes no mundo atual dos games. Prova disso é o recente “Mario Land 3DS”, do qual muitos jogadores reclamaram justamente por ele fácil demais.

Os produtores ainda não quiseram revelar mais detalhes sobre o título, por isso não vamos saber como a narrativa se desenrola, o que está em jogo para Ryu Hayabusa, como ele vai lidar com isso, se haverá muitas armas para selecionar, um modo multiplayer ou qualquer coisa a mais. Bem, por enquanto temos que nos contentar que “Ninja Gaiden” está de volta, no seu terceiro capítulo desta nova geração.

E, ao que tudo indica, as batalhas estão cheias de ação, sangue e golpes que deixam qualquer ninja de meia tigela no chinelo. O resto, a gente espera para ver quando o jogo for lançado, em uma data ainda vaga para o começo de 2012.

Plataformas: _Xbox 360_ | _PS3_

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