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Game tenta entrar no mundo dos MMOs e arrancar a liderança de World of WarCraft

 

Quando surgiram os mundos permanentes, conhecidos como MMOs (Massive Multiplayer Online), muitos dos fãs da série pensaram: este é o momento certo para se criar uma aventura infinita, ilimitada, calcada nos filmes de Guerra nas Estrelas. Pois em 2003 foi lançado "Star War Galaxies" que, apesar de um começo interessante, logo se tornou um jogo maçante, que podia até levar os jogadores a desenvolver um comportamento supersticioso, uma vez que não era dada nenhuma lista de afazeres para aqueles que queriam se transformar em Jedi, como se eles tivessem que recorrer à Força para entender os meandros do game.

Em 2005, Galaxies liberou uma expansão que permitia ao jogador exterminar qualquer coisa (inclusive NPCs) para ganhar experiência. O pacote não foi lá muito estimado, a população diminuiu, e Star Wars estava novamente órfão de uma experiência complexa, porém largamente apreciada por fãs da saga.

Em outro contexto, havia uma empresa chamada Bioware, já afamada pela franquia "Knights of the Old Republic", considerados os melhores games de RPG a emanar Guerra nas Estrelas. Assim, pareceu mais do que óbvio quando a empresa anunciou, em 2008, a criação de um novo MMO: "The Old Republic".

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Difícil de ver

O jogo terá como pano de fundo o universo de Star Wars 3.500 anos antes do começo da saga no cinema, e cerca de 300 anos após os games de "Kotor". Este é um período atraente para a construção de um universo permanente por vários motivos.

O primeiro é claro: abre margem para muitas expansões e diferentes visões do mundo, sem que se aproxime da mitologia cinematográfica, por conta dos anos que separam as duas obras. E a segunda razão abre espaço para uma verdadeira escolha entre personagens, já que o período é marcado por uma paz, ainda que tênue, entre Império Sith e República Galáctica.

O jogador poderá definir sob qual facção seu personagem nascerá e (mais importante) quais são as decisões que tomará ao longo da jogatina. Império e Repúplica sempre tiveram uma relação de Guerra Fria, assim, se o jogador nascer do lado do Império Sith, ele pode apenas não querer machucar seu próprio povo, mas não necessariamente ser um vilão. A mesma coisa ocorrem com os nascidos na República, que podem servir a este lado da guerra, mas tomarem decisões terríveis.

Caberá a você decidir se agirá por meio de serenidade ou paixão – a diferença básica entre as ações de um Jedi ou um Sith. As ações terão consequências reais no percurso da jogatina.

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Não existe morte, só a força

Por mais que "Old Republic" seja guiado pela narrativa pessoal, é de última importância criar um combate que seja fácil de aprender e difícil de masterizar (lema de todo bom MMO). Por consequência, existirão classes diferenciadas, com atributos e visual característicos. Foram confirmadas classes como Caçador de Recompensa, Guerreiro Sith, Cavaleiro Imperial e Sith Inquisitor, para a parcela do Império Sith. E a República terá as seguintes: Soldado, Contrabandista, Cavaleiro Jedi e Jedi Consular.

Mesmo que a Bioware tenha liberados vídeos que mostram o jogo rodando, há informações escassas em termos de mecânica de batalhas – inclusive em termos de PvP (Player versus Player) e PvE (Player versus Environment).

O que é sabido é que o jogo será totalmente dublado, com diálogos na boca do personagens, ao invés de serem mostrados por meio de legendas. A companhia também afirmou que o jogo contará com missões complexas, que podem ser realizadas de várias formas, sem falar que cada jogador terá direito a ser o dono de sua própria nave e poderá cruzar o espaço. Não há, também, minúcias acerca disto, ou seja, não se sabe se cuidar da sua nave será uma função simples ou complicada.

Os planetas a serem explorados estarão todos afinados com a história da saga. E entre eles estão: Coruscant, Alderaan, Tatooine, Vos, Korriban, Ord Mantell, Nal Hutta, Tython, Balmorra, Dromund Kaas, Taris, Belsavis, Hoth e Nar Shaddaa. Outros deverão ser descobertos por meio de expansões.

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Tentativa não há

Uma preocupação de fãs é, certamente, a qualidade gráfica da produção, que deve resistir ao tempo, mas não pode ser tão malfeita que estragará a jogatina. Star Wars: The Old Republic terá gráficos estilizados, cartunizados, para que se mantenha uma posição mais abstrata em termos de arte. A produção acredita que visuais ultrarrealistas podem não ter longevidade e por isso o foco será traduzir o visual do jogo baseado em suas artes conceituais.

Outra necessidade é oferecer mais do que história e combate, já que há jogadores que podem atentar a outros aspectos de um MMO, como a exploração. A Bioware confirmou que exploração será uma parcela importante da jogabilidade. O diretor do game afirmou durante a E3 2011: “Exploração, Progressão, Combate e História são os quatro pilares em que baseamos o nosso game. Existem vários games de qualidade que já conseguiram obter as três primeiros, mas nunca um MMO teve tanto suporte narrativo. Queremos dar ao jogador sua própria saga de Star Wars”.

Mesmo que todo o jogo ainda não tenha sido revelado aos fãs, a força do universo de Star Wars, juntamente com a habilidade de criar belos mundos da Bioware – sejam relacionados à saga, ou não (a empresa é responsável por títulos como "Dragon Age" e "Mass Effect") – existe um vácuo a ser preenchido. Tanto relacionado ao universo de Guerras nas Estralas, quando no mercado de MMOs, que hoje é largamente dominado por outra produção: "World of WarCraft".

A Bioware pretende é rivalizar com WoW e, para tanto, tem o universo certo para apostar. Além de muito embasamento no game hoje vencedor da corrida dos MMOs. A diferença é o cenário: enquanto WoW se foca no medieval, "Old Republic" aposta no futurista. E isto fará muita diferença em termos de mecânica – um sabre de luz pode ser utilizado para a uma defesa mais elegante do que uma espada –, de visual e de história. Esta jogadora de "World of WarCraft" não ficará sem tentar o mundo permanente de Guerra nas Estrelas.

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