HomeEducaçãoEditores reclamam da falta de clareza nos critérios do MEC para aquisição de livros didáticos

Prova do Enem exige muita interpretação

Dica número 1 é manter-se atualizado  


 

 

Foi-se o tempo em que o sucesso nos vestibulares dependia apenas de saber, de cor e salteado, em quantas capitanias hereditárias o Brasil foi dividido ou o nome de cada um dos 13 presidentes da República Velha. A ordem agora, em tempos de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é ser capaz de fazer a relação entre fatos e dados históricos com o mundo contemporâneo. Em outras palavras, é preciso saber responder: o que isso tem a ver com as nossas vidas? Na terceira matéria da série especial de preparação para o teste, o D+ entra hoje no campo das ciências humanas, prova que reúne questões das disciplinas de geografia, história e filosofia e cobra dos estudantes, mais do nunca, a habilidade de interpretação.

Para se dar bem no teste, a dica número 1 é manter-se atualizado com as principais notícias e acontecimentos locais e internacionais. O conselho vem do Coleguium, escola que se destacou no último ranking do Enem entre as 10 campeãs do Brasil e como a terceira melhor de Belo Horizonte e quarta de Minas Gerais. A menos de 20 dias para a prova, a professora Juliana Tauil, responsável pelas disciplinas de história e filosofia do ensino médio na instituição, faz a lista do que os alunos devem fazer na reta final de preparação e também na hora do exame.

“Os conteúdos cobrados no Enem são básicos e o desafio é interpretar bem o enunciado das questões e saber fazer a relação entre as matérias ali propostas. O enfoque da prova é quase sempre o Brasil, as interações do país com o mundo e as questões éticas e culturais. Isso porque o exame quer saber o quão agente do mundo os jovens são”, diz a professora. Pela sua experiência, ela enumera quatro assuntos que dificilmente ficarão fora do teste. São eles: o Brasil colônia, a era Getúlio Vargas, o processo de democratização do país e as questões indígenas.

A professora também aposta na cobrança do poder de mobilização das redes sociais nas recentes revoluções sociais ocorridas no Egito, na Líbia, no Iêmen e em países europeus, como a Espanha. E, por último, faz um alerta: não deixar o estudo da filosofia em segundo plano. “Acredito que haverá pelo menos quatro questões da disciplina. No último Enem, uma pergunta sobre Michel Foucault pegou todo mundo de surpresa. Por isso, recomendo o estudo dos grandes pensadores, como Aristóteles, Maquiavel, Hobbes e Rousseau, e uma boa noção das principais teorias da filosofia”, conclui Juliana.

Leitura

Sem esconder a ansiedade com a chegada da prova, os alunos Victor Aguiar e Paloma Ribeiro, ambos de 17 anos, contam que seguem à risca o conselho de ser manterem atualizados com o que se passa no mundo, por meio da leitura diária de jornais, revistas e notícias na internet e do acompanhamento de telejornais. “Não dá para se desligar nunca. Para mim, o segredo do Enem está em ter muita leitura. Busco informações, discuto com os professores os temas mais relevantes e reservo cada vez mais tempo para a revisão de conteúdos”, conta Victor, que vai fazer o Enem para disputar vaga no curso de teatro.

A receita de Paloma para o sucesso na prova vai muito além do estudo: “Muito chá de camomila e relaxamento para dar conta da prova, que nos exige calma e preparo físico. Presto bastante atenção nas aulas para ter um bom embasamento teórico e, em casa, aprofundo nos conteúdos. Também mantenho a leitura do noticiário em dia e não deixo as matérias se acumularem”, diz Paloma, que aposta no exame nacional como passaporte para os cursos de direito e letras em 2012. “Sonho em conciliar duas graduações, por isso preciso de preparação e equilíbrio.”

 
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